Trabalhar num hospital é muito divertido. Acontecem sempre coisas diferentes e falamos com montes de pessoas novas todos os dias. A maioria das pessoas são velhas, têm poucos dentes e andam de fralda, o que é chato e cheira mal. Mas às vezes aparecem rapazes novos e com banho tomado, o que me deixa a sorrir com ar de malandra, porque fico a imaginar se cada um deles tem uma pila pequena ou grande, mas não digo nada a ninguém. As conversas com as pessoas também são interessantes. Algumas são mais tristes que outras e algumas até nem dizem nada. Estas que não falam é que me deixam a pensar muito e às vezes até vou a pensar nelas para casa, porque não consigo perceber o que têm nem o que querem. Como a senhora que saiu agora do meu gabinete, após uns longos 20 minutos sem palavras. Apenas gemidos, suspiros, movimentos repetitivos e os olhos fixos em mim. Não tive capacidade para perceber se aquilo era masturbação e eu sou linda de morrer, ou se é algum tipo muito agressivo de micose e eu tenho cara de Canesten. Vou tentar melhorar, porque parece-me que esta é uma limitação muito grande para a minha profissão. Beijinhos e até amanhã.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Não há fome que não dê em fartura, quem espera sempre alcança, depois da tempestade vem a bonança e outras balelas
Daqui a cinco minutos. Eu pequenina. Luz baixinha. Ele em tronco nu.
Por enquanto, apenas a requisição do exame na minha mão. Índice de massa corporal de 64.
Tenho medo.
Paz à minha alma.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Celebremos a efeméride
Se há coisa bonita numa amizade, é quando duas pessoas com estilos de vida e ideais diferentes atingem a harmonia do consenso. Estava hoje em conversa de hora de almoço com uma colega, estava ela a falar sobre unhas encravadas e joanetes, estava eu já a pensar na minha vida de tão enfadonha que era a lenga-lenga dela, até que de repente pensei em voz alta sem querer: 'Vou deixar o preto'. Ela inclinou a cabeça para o lado, pôs a mão no meu ombro e disse com voz doce: 'Fofinha, deves estar senil... mas tu já deixaste o preto há 3 meses...' E foi assim que acabou o meu almoço, comigo a levantar-me da mesa a deitar fogo pelos olhos, a querer explicar-lhe pela milésima vez que eu bem sei quando deixei o preto porque, por acaso, não vejo nenhuma pila desde então, mas que por mais que ela pense que eu passo a vida a pensar em pilas, quer pine quer não pine, às vezes também penso noutras coisas importantes, questões pertinente e, diria até, vitais na vida de uma mulher, mas foi só esta parte que consegui dizer: 'O cabelo, sua mula! Vou deixar de pintar o cabelo de preto! E são 4! Quatro! QUA-TRO-ME-SES!!!!'. Vi os olhos da minha colega perderem a vida por segundos, até que ela voltou a respirar e perguntou-me quase sem voz: 'Mas estás há quatro meses sem pinar, é isso? Logo tu?'. Triste, mas é verdade. A conversa continuou em forma de interrogatório. A pobre coitada, gorda e desmazelada, casada mas mal amada, via o seu ídolo reconhecer humildemente a época de crise que atravessa. Pergunta após pergunta quis saber os porquês, onde está o preto, os gajos das forças armadas, o da gaita, os outros que já nem se lembrava, porque não havia novos, porque não reaproveitava algum dos antigos, porque é que era sempre tão bruta quando me fartava deles, se fosse mais meiga ou menos fria, eles não se sentiriam usados e não se afastavam definitivamente. Estava incrédula com o que ouvia, tentei explicar-lhe que as coisas não são assim, que as pessoas podem ser usadas e que eu sou fria quando quero e que ao contrário do que ela pensa, nem todas as pessoas se afastam quando eu sou bruta com elas. 'Isso quer dizer que há alguém em mira?', perguntou curiosa. Contei-lhe então a história das últimas semanas. Um amigo de um amigo meu tem andado a mandar-me mensagens. 'Ai que bom!', exclamou entusiasmada. Não é bom, expliquei-lhe, é um gordo, careca, com pêlos nas orelhas, acne aos 30 anos e dedos pequeninos. 'Credo! Deus anda mesmo zangado contigo, mulher!', brincou. Contei-lhe que ao terceiro dia depois de me ter conhecido ligou-me a perguntar quando é que eu o convidava para ver um filme em minha casa e se eu lhe fazia umas massagens. 'Diz-me que foste bruta e que o despachaste como só tu sabes fazer, Snail!' Disse-lhe que tentei, mas que não resultou e que ele continua a mandar-me mensagens todos os dias. A sorte é que não sabe onde moro. 'Querida, por muito que a tua rata chore, com esse não, está bem? Quem sobrevive quatro meses, sobrevive cinco ou seis. Mas o que é que tu lhe disseste em relação a isso do convite? O homem não percebe que não é não?'. Baixei os olhos e apenas disse 'Pois... pelos vistos, não...'.
'Massagens?? Eu massajo-te é o caralho!!'
'Massagens?? Eu massajo-te é o caralho!!'
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Porque isto também podia ser uma coluna de citações das estrelas numa qualquer revista da especialidade
"É uma tonta, essa rapariga (Snail). Oiça, diz que para além de deixar o resto (sexo) também deixou de fumar. Agora não faz nada. É o ser mais inerte do planeta."
"Histórias novas para partilhar? Oh filha, vocês bem podem contar-me o que andam a fazer aí fora, mas eu agora sou como o Benfica: só me posso gabar de glórias passadas."
"É quase como dizia a outra senhora, sinto-me como uma criança somali ou etíope, com fome... mas mais bonita... e sem os piolhos, as moscas, a carapinha e o cheiro a catinga... Ok, sou uma Angelina Jolie. Mas sem Brad Pitt."
"Lá porque lhe cortam no ordenado, ela não tem o direito de me negar ração! Fim à fome! Fim à clausura! Fim ao boicote de quatro meses! Já!!!"
O pipi da Snail.
O pipi da Snail.
O pipi da Snail.
O pipi da Snail.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
O lugar da vírgula
Há dias, apareceu-me à frente um artigo de jornal sobre o lugar da vírgula. Li com atenção, uma vez que artigos sobre vírgulas e outros aspectos pertinentes da pontuação são sempre do meu interesse e agrado. E foi também com agrado que percebi que há toda uma doutrina em redor da vírgula, havendo até locais onde as vírgulas não podem, de todo, aparecer. Talvez este tema tenha sido abordado durante os primórdios do meu percurso académico, mas... é daquelas coisas... a malta só se interessa pela escola quando ela deixa de ser obrigatória. Ou melhor, quando começamos a trabalhar e deixamos de andar na escola. Antes disso, o tempo de aulas era preenchido com actividades lúdicas, como jogos do galo ou curtes atrás do ginásio, ou tarefas extra-curriculares, como organizar jantares ou arranjar alcunhas para os colegas. Esta última tarefa, de extrema importância na organização da hierarquia e sub-grupos dentro da turma, emergia de forma exponencial quando existiam duas pessoas com o mesmo nome. E eu gostava do desafio de ter essa tarefa a meu cargo. Lembro-me das Tânias. Eram duas na minha turma, o que fazia com que, a menos que morressem ou mudassem de escola, tivéssemos um problema para resolver logo no início do ano lectivo. Ficou então estipulado oficialmente que, enquanto pertencessem as duas à mesma turma, sempre que alguém se referisse a uma das Tânias, dissesse o nome próprio da mesma seguido imediatamente do cognome 'Gorda' ou 'Muda'. Uma delas tinha problemas de peso e a outra problemas de audição, como já devem ter percebido. É certo que a obesidade é uma doença e a surdez uma limitação importante, porém distingui-las com cognomes 'loira' e 'morena' só porque tinham cores de cabelo diferentes, era sintomático de uma fraca dedicação e empenho da minha parte nesta nobre tarefa. Sei que a Tânia Gorda casou e que está ainda mais gorda e que a Tânia Muda casou com outro surdo e que tiveram um filho que ouve. Bonito, não é? A par das Tânias, e no mesmo ano lectivo, tive a tarefa dos Edsons. Já não bastava alguém chamar-se Edson, ainda por cima tinham de ser dois. Um deles chama-se Edson Horácio. Tive de dar a mão à palmatória: nunca na vida eu conseguiria arranjar uma alcunha melhor que o nome de baptismo deste jovem. Reconhecer as nossas limitações também é uma virtude, e Edson Horácio assim ficou. Estive muitos anos sem o ver, mas, curiosamente, soube há pouco tempo que se casou com uma modelo polaca e que emigrou. O outro Edson ficou o 'Edson da Vírgula'. Se era bom em Português, não faço ideia. Nem faço ideia o que será daquele rapaz hoje. Aliás, nem nunca soube nada acerca dele. Nem me lembro de alguma vez termos tido algum tipo de conversa. Ele não gostava de mim. Só me lembro que ele tinha uma cárie do tamanho de um grão de milho num canino, cárie essa, que lhe moldava o dente em forma de vírgula. E Edson da Vírgula ficou. E agora pensam vocês: olha que giro, por causa de um artigos sobre onde devem estar as vírgulas, ela lembrou-se de um rapaz a quem deu a alcunha de Edson da Vírgula e que, curiosamente, é o único a quem perdeu o paradeiro ao fim destes anos. E agora penso eu: isto de me lembrar de pessoas que nunca gostaram de mim e de escrever mais de 10 linhas em sua homenagem só pode ser falta de sexo.
domingo, 15 de setembro de 2013
Crónica de uma mudança anunciada
Toda a gente, quando muda de casa, e principalmente as mulheres, depara-se com uma série de questões e descobertas durante o grande dia. E eu, qual mulher comum com acessos constantes do síndrome de Diva, passei o dia de ontem com alterações extremas do ritmo cardíaco, alternando entre estados de dúvida existencial e o entusiasmo da descoberta. Como organizar a minha colecção de sapatos? Olha, afinal não tinha perdido o carregador da máquina fotográfica! Onde fui eu arranjar tantas malas? Epa, já nem me lembrava que tinha isto! Os meus vestidos vão caber todos no roupeiro novo? Como é que eu consegui acumular tanta tralha? Lindo, medicamentos fora do prazo... Oh meu Deus, como é que eu nunca fiquei grávida????
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Rentreé
Sempre primei pelo dom da modéstia e vocês, meus fieis seguidores, já devem saber o quanto isto é verdade. Igualmente do conhecimento de todos vós, é o facto de tudo na minha vida acontecer com uma intensidade muito superior à vossa. E, só por isso, as vossas mensagens de preocupação e saudades pela minha ausência de três semanas levaram-me a pensar duas coisas: 1) a vossa vida é triste sem mim; 2) bando de maricas, eu estou sem pinar há 2 meses e, isso sim, é sofrimento. E é aqui que apresento a minha justificação para a prolongada ausência: sou uma mulher limitada e a mudança de casa que tem estado em curso levou-me as forças e o tempo livre.
Posto isto, já todos perceberam: três semanas depois, ela volta num registo completamente diferente, mais humilde e numa nova pele de recém-virgem na sua purificante travessia do deserto da castidade adquirida a caminho da sua nova morada. E agora que sou uma mulher como as outras, que passa o dia a fazer coisas cansativas e que chega à noite demasiado fatigada para sequer pensar em sexo, vou fazer o que as demais fazem a esta hora: vou queixar-me de qualquer coisa. O tema escolhido para hoje é, nada mais nada menos, que as companhias de distribuição de gás natural canalizado. Ora, onde é que já se viu uma coisa destas, mandam um funcionário ver se está tudo bem e pagas! Se não estiver tudo bem, pagas na mesma e não tens gás. Tens de arranjar o que não estiver bem e pagar! Depois eles voltam lá e pagas outra vez, mesmo que ainda não esteja tudo como eles querem! Entretanto pagas e pagas e pagas e só à visita 1000 é que está tudo a postos para fazerem a ligação. Foi assim que me descreveram o procedimento. Fiquei assustada. Até agora só estive em casas totalmente 'movidas' a electricidade. E, precisamente hoje, tinha marcada a visita dos senhores do gás. Treinei o meu sorriso ao espelho durante toda a semana. O plano era sorrir muito, de forma a que eles simpatizassem comigo e dissessem que estava tudo bem à primeira. O senhor para fazer a verificação da canalização chegou cedo. Sorri muito, mas apenas três minutos depois de ter entrado na minha casa nova, o senhor do gás ainda não tinha olhado para a minha cara mas já estava a dizer ''Esta mangueira não está bem, sabia?...''. Tremi e suei. ''Como não? Sei lá ver se estava bem ou não! Eu lá percebo de mangueiras! Eu não pino há 2 meses, senhor!'', pensei eu enquanto tinha vontade de chorar sem conseguir calcular quanto tempo ia levar a consertar uma coisa que nem sequer sabia que estava ali. Ele continuava sem olhar para a minha cara, mas com um sorriso disse ''Promete que arranja isto o quanto antes? Vou fazer de conta que não vi e o gás é instalado já hoje.''. Eu sorri também sem perceber. Seria tímido? Já não frequento a igreja há muitos anos, mas em Setembro não é altura de boas acções, pois não? Será isto uma recompensa divina pela minha nova vida casta e humilde? Ele assinou uns papeis, despediu-se sem olhar para a minha cara e saiu. Fui até à sala, acendi um cigarro, olhei para o meu reflexo num espelho ainda meio embalado e perguntei-lhe: "É isto que acontece às pessoas que são boas, humildes e puras? A tua cara não interessa, mas os teus desejos acontecem?''. O meu reflexo respondeu-me prontamente: ''Não filha, isto é o que acontece a pessoas com um par de mamas desses! A tua cara não interessa, mas os teus desejos acontecem.''
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Rapidinha matinal
Perguntava um teste (altamente fiável e elaborado por psicólogos especializados na área) de uma revista cor de rosa: "Que tipo de mulher mais facilmente aceita fazer sexo anal? a) as loiras, b) as obesas, c) as licenciadas." Resposta certa: c). Oh... e eu a pensar que elas me olhavam de lado e eles me piscavam o olho na rua por causa do meu fabuloso decote...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Curta-metragem indie sobre a abstinência sexual
Terminadas duas horas de treino, uma jovem esbelta sobe as escadas interiores do ginásio em direcção aos balneários.
Está ofegante e transpirada.
Com a toalha, limpa as gotas de suor que escorrem do pescoço para a linha do decote enquanto se despede de dois jovens que estão em conversa à porta do balneário dos homens.
Um deles, musculado e em tronco nu, descreve ao colega os benefícios do consumo de banana.
Bananas.
Muitas bananas.
A jovem continua a caminhar, enquanto no seu pensamento passam rapidamente cenas das última sessões solitárias de cinema porno, até chegar à memória da última sessão de sexo ao vivo da sua vida.
Duas moscas da fruta a voar em cima uma da outra cozinha fora, parando de ora em vez para descansar em cima de uma maçã podre esquecida na fruteira.
Maçã podre.
Sexo.
Moscas.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
As lamentáveis incapacidades do ser humano
O que faz as pessoas apaixonarem-se umas pelas outras? Ora cá está uma questão pertinente, discutida por peritos e estudiosos de ocasião após a ingestão de três imperiais. Todos fazem o trabalho de casa no dia a dia: observam, analisam, criticam, armazenam informação, tecem teorias. Teorias essas que nunca são postas em prática na vida real, são sim guardadas, qual obra prima dos compêndios da psicologia analítica, para serem expostas gloriosamente numa qualquer conversa de café. O poético disto tudo, é que sempre que uma destas conversas acontece, pelo menos um dos participantes vai para casa pensativo e senta-se de olhar fixo no vazio a reformular a sua própria teoria. Ora hoje, fui eu. Café com amigo, conversa boa, elogios ao meu decote, sorrisos marotos, e plim: conversa sobre relações. Amigo critica atitude da sua última 'amiga', que lhe ligava de mês a mês apenas e só para efectivar uma questão, deixando-o sem notícias durante semanas até ao telefonema do mês seguinte. Disse-lhe eu, que ela obviamente não estava apaixonada. Ele lamentou que não era justo ela usá-lo assim, quando ele lhe dava carinho durante uma noite sem nunca ver qualquer tipo de retorno. Eu limitei-me a dizer que ela nunca lhe ligou a pedir carinho, ela sempre pedia sexo. Apenas e só sexo. Ele ficou triste. Eu chamei-o de maricas. Ele chamou-me ordinária. Curiosamente, depois disto, quem foi para casa pensar fui eu, e parte das relações mal sucedidas dos últimos 5 anos passaram a fazer sentido. Nunca tinha vindo para casa pensar nos meus erros depois de uma conversa destas. Dia épico na minha vida. Lembrei-me então da última vez que dissertei sobre o tema. Festival de verão há umas semanas, amigo de uma amiga junta-se ao grupo e a meio das cervejas o assunto da conversa estagnou nesta temática. Ele, a certa altura, falou sobre os desejos das mulheres numa relação. Vocês querem um amigo, um companheiro, um homem honesto e fiel, dizia ele. Nós gostamos disso tudo, mas se não há química sexual não estamos apaixonadas, apenas temos um amigo, dizia eu. Claro, vocês querem isto tudo e ainda um homem que seja 'big', dizia ele. Oh, isso sim, nós gostamos é de pilas grandes, dizia eu. Oh, eu não estava a falar de pilas, estava a falar de um homem musculado e grande, porque vocês querem um protector, dizia ele. Oh não, queremos uma pila grande... eu não quero que me protejam, eu quero que me fodam, dizia eu. Está bem, mas isso é secundário, vocês procuram mais o amor que o sexo, dizia ele. Oh cala-te, podes ser isso tudo, mas se a tua pila for pequena, só me serves para conversar, disse eu. Ele riu-se e abanou a cabeça assumindo a derrota. Eu ri-me descontroladamente e dei a conversa por terminada porque tinha fome. Nunca mais pensei nisso, até a minha amiga voltar a tocar na conversa que tinha presenciado nessa tarde, em tom de ralhete versão 'minha menina, agora que estamos sozinhas vamos ter uma conversinha'. Mas que mal tem o que disse ao teu amigo?, perguntava eu espantada. Não sabes quem é?, perguntava ela irada. Sei lá quem é!, dizia eu alarmada. É aquele meu amigo com quem pinei há uns anos e que nunca mais me tocou por ter a pila mais pequena que já vi à minha frente!, disse ela arrasada. Onde estavas Tu com a cabeça, oh Criador, quando privaste os humanos da capacidade da telepatia? Dava a minha fortuna para poder ter ouvido os pensamentos do jovem no seu caminho para casa.
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